As 18 Delegacias Regionais de Polícia Civil do Espírito Santo agora contam as Salas Marias, espaços exclusivos e humanizados para atendimento a mulheres vítimas de violência. As unidades funcionam 24 horas e tem como objetivo acolher a mulher que precise de atendimento da Polícia Civil, bem como seus filhos, dando segurança e privacidade.
A implantação das salas teve início em 2024, com a inauguração da Sala Marias da Delegacia Regional de Vitória. Em seguida, o projeto foi expandido para as demais Delegacias Regionais da Região Metropolitana e, depois, para o interior do Estado. A mais recente foi aberta no dia 20 de outubro, em Cachoeiro de Itapemirim.
As Delegacias Regionais são as unidades da Polícia Civil que funcionam 24 horas e para onde são levadas as ocorrências com conduzidos em flagrante. Com as Salas Marias, mulheres e seus filhos têm um ambiente acolhedor e confortável para aguardar os trâmites relacionados à ocorrência, evitando que permaneçam no mesmo ambiente que o agressor.
Para que as Salas Marias alcancem este objetivo, além dos espaços físicos, as unidades contam com equipe especializada. A instalação é acompanhada por ações de capacitação dos policiais civis que atuam em plantões, garantindo que estejam preparados para fornecer às mulheres todos os direitos e informações previstos em lei, além de facilitar a articulação com os serviços da rede local, como encaminhamento para os serviços de assistência social do município e os Centros Margaridas, da Secretaria das Mulheres.
A implantação é uma iniciativa da Gerência de Proteção à Mulher (GPM), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), realizada em parceria com outros órgãos e entidades privadas. As cidades que contam com as Salas Marias são: Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica, Guarapari, Aracruz, Santa Teresa, Colatina, São Mateus, Venda Nova do Imigrante, Itapemirim, Anchieta, Nova Venécia, Barra de São Francisco, Ibatiba, Alegre, Linhares e Cachoeiro de Itapemirim.
“Acolher uma mulher fragilizada é o primeiro passo para quebrar o ciclo de violência. Quando, em seu pior momento, ela encontra pessoas capacitadas, ambiente seguro e atendimento digno, ela entende que pode se livrar daquele relacionamento abusivo e viver outra realidade. Estamos concluindo a implantação das Salas Marias com a certeza de que contribuímos para o avanço das políticas de proteção às mulheres”, destacou a gerente de Proteção à Mulher da Sesp, delegada Michele Meira.



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