A Polícia Civil do Espírito Santo (PCES), por meio da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus e a Delegacia Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Nova Venécia, cumpriu mandado de prisão preventiva em desfavor de uma mulher, de 26 anos, investigada pela prática de homicídio de Aguilar Pigatti, de 64 anos, ocorrido no dia 28 de abril deste ano, no distrito de Nestor Gomes, em São Mateus.
Na ocasião, a vítima foi encontrada sem vida em uma área externa de sua residência, apresentando múltiplas perfurações provocadas por arma branca nas regiões do tórax e das costas, além de um ferimento na garganta. As diligências apontaram que a suspeita teria invadido o imóvel e desferido diversos golpes de faca contra a vítima.
Segundo as investigações, a mulher já havia trabalhado para a família da vítima como cuidadora de um familiar e vinha proferindo ameaças contra o idoso nos dias que antecederam o crime. "Durante a apuração, a investigada alegou ter sido vítima de estupro, versão apresentada como tentativa de justificar o homicídio. Contudo, os elementos reunidos pela nossa equipe demonstraram que o crime foi premeditado. As investigações também apontaram a tentativa de construção de um álibi fraudulento para encobrir a autoria, além da prática de ameaças contra testemunhas relacionadas ao caso", disse o delegado Marcelo Cruz, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Mateus.
Com base nos elementos de prova reunidos ao longo da investigação, foi representado pela prisão temporária da investigada. O pedido foi analisado e deferido pela 1ª Vara Criminal da Comarca de São Mateus, diante dos indícios de autoria e da gravidade do crime.
Após a investigação tomar conhecimento de que equipes da Polícia Civil realizavam diligências contínuas para localizá-la. Diante do cerco policial, ela compareceu espontaneamente à 17ª Delegacia Regional de Nova Venécia, onde o mandado foi formalmente cumprido. Ela responderá por homicídio qualificado pelo motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Após os procedimentos de praxe, ela foi encaminhada ao presídio feminino, onde permanecerá à disposição da Justiça.
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